O Ratinho Gero trata de crítica social. É história divertida, com interlocução entre Gero, o autor e o leitor, chamado a participar e a sentir-se integrante do enredo. Tem aventura e perigo de atrair e encantar. Imagine até a polícia federal cercar sua casa por lerem os rascunhos do livro e interpretarem como relatos merecedores de punição. É livro instigante. Apresenta painéis de conflitos do dia a dia e ocorrências inusitadas. A fábula remete raiz em fatos humanos. A brincadeira entre autor e leitor se dá desde o início do texto. Esta conexão é mantida até o final, inclusive com paralelos sobre leitores, autores e livros de ratos, como o de Dyonelio Machado. A interação traz interessante contexto e algo merecedor de leitura. A narrativa se constrói enquanto se desenrolam “os acontecimentos”, enquanto Gero o chama, enquanto o autor conta esta linda fábula a você.

Trama

A história se desenvolve dentro de fictícia cidade, relacionada também à empresas existentes naquele local. Como se portam as pessoas em suas tramas de subjugarem e conduzirem as cidades? É a ficção trabalhada de forma figurada. Igualmente trata da parte psicológica das pessoas, observada no comportamento dos animais, especialmente no rato Gero. Como ele vê o mundo, humano e nos conteúdos interiores.

 

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Início - Preparativo

            O início desta história conta com a entrada em cena de um “ás”. É isso! Ás de ouro, de copas ou de espadas. Tanto faz. O importante é que inicia com um “ás”. E vê se não demora de entender senão leva o ás de paus bem na sua cabeça de abóbora. Deixe de ser avoado! A história se desenrola e tem como primeira cena de palco o aparecimento de um ás. Aceite isso. Existe o ás, e pronto.

            A segunda peça a tomar parte na execução e montagem deste quebra-cabeça à sua frente é "sim". Exatamente como você leu. O antônimo de "não". Se já fizesse três dias que seu estômago não recebesse qualquer grãozinho de alimento e alguém lhe perguntasse: está com fome? O que diria? É lógico que responderia "sim". Pois esta é a segunda peça.

            A terceira e última carta é a que finaliza: "fim". Não conhece? É surpreendente? Não entendeu? Pois aqui o jogo é meu, e eu distribuo as cartas que quiser. É claro que vou explicar minha vã filosofia, extremamente semelhante à sua, por sinal. É só juntar as peças: "ás", "sim" e "fim". Quer ver agora como fica fácil?

            "A história inicia assim e fim." ............

 
 

Os Pais Contam, Os Filhos Cantam intui aproximar pais e filhos. Flui contar-lhes histórias, talvez antes da dica de dormir. Indica auxiliar docentes na pertinente orientação aos alunos. 12 sonhos lúdicos para enriquecer a imaginação, carregados de informação. Histórias alegres, divertidas e educativas, em que paira ativa moral, comportamento e disciplina. Atina sonhar ser a Água a banhar o mundo, o Sol fecundo pela imensidão da natureza, o Jabuti na proeza de viajar pelo continente ou o Cravo fixo ao canteiro, insistente no desejo de andar. Ao ensejo, cisma ser risonho Colibri, altaneiro Canário ou sonoro Sabiá, pássaros que encantam aqui e acolá. Ao sonho, nada é impossível, e é preciso estimular a meninada a sonhar, querer, aprender, buscar construir vida melhor.

Bons pais querem filhos fortes, vencedores, felizes. Professores também são contemplados nestas diretrizes. Disto surge a necessidade de prepará-los desde cedo. Neste enredo, urge oferecer conhecimento e mostrar-lhes saídas ante acontecimentos desagradáveis. Os 12 imagináveis sonhos amparam o universo sonhador das crianças e indicam-lhes soluções. Tudo passa e prossegue, há opções. É possível ser feliz e realizar-se. Aprender com descontração é o sinal apresentado por Os Pais Contam, Os Filhos Cantam.

Conte-me alguma história. Puxe da memória. Pode ser algum sonho. Faça-me viajar medonho por lugares inimagináveis. Andar por agradáveis florestas, cantar com os pássaros, voar com borboletas e até nadar igual peixinho, assanhadinho na correnteza. Já imaginei ser água e saciar a sede de toda a natureza. Vislumbrei ser sol e iluminar o universo inteiro. Projetei ser aventureiro beija-flor e beijar todas as flores, de todas as cores. Depois beijar seu rosto com cheiro e gosto de mel. Ahah, brinquei, gosto deste descontraído papel. Mas é possível sonhar maravilhas, não é? Então, entre na trilha desta brincadeira e conte-me seus sonhos, depois conto os meus. Senão, Os Pais Contam, Os Filhos Cantam. Ahah, vamos descontrair?

 

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Sonho de Cravo

– Certa noite, sonhei ser um cravo, lindo e bravo. Permanecia no canto de um canteiro de jardim, nada carmim. O jardineiro me dizia: franco e branco. Regado ou orvalhado ao entardecer, me sentia sujeito insatisfeito mesmo ao florescer.

– Por acaso, Sálvio, estava angustiado de se sentir aprisionado? Ou além de não conseguir andar, no amargor de ser fixa flor, carecia se queixar do nome?

– Bingo certinho, Geninho! Suas deduções revelam as duas razões. Já azarado de estar denominado Sálvio, dormi no agravo de ser cravo plantado! Só faltava ser jogado na panela para temperar com canela: Sálvio, cravo e canela, ahahah...

– Que entravo! Ahahah... E devaneio lamentável, pois vivia no seio de estimável floreiro! Cravo altaneiro ter dor por miudeza de nome? Convém motivo para tal brabeza?

– Um pouco! Meio louco me entristecia, também, me ver atado, sem correr.

– Por que tão revoltado? Se for ver, não se locomover é próprio do vegetal, afinal. O queixume não brotava por ciúme da cor? Caule magrelo, sonhava ser amarelo e fazer filó na casa da vovó!

(segue ....)

 

 

Canto/Versinho:

 

Se eu fosse um Cravo

e pudesse caminhar,

me fingia de bravo

e faria a rosa pular.

 
 

       Sinopse

Ouve-se dizer que os gatos têm sete vidas.
Seriam sete vidas mesmo ou apenas transições dentro da existência?
 

Baseada no dito de que "os gatos têm sete vidas", este conto infantil traz – no mínimo – sete lições disciplinares e promissoras para conduzir as crianças a bom futuro. Os gatos sobreviverem de acidentes, às vezes até parecerem desfalecidos, depois retornarem a viver normalmente. Nesta linha, a meninada também precisa saber vencer as dificuldades da vida.

Muitas vezes é preciso silenciar, ser prudente e ter paciência para conseguir e realizar grandes conquistas. No caminho, é preciso praticar as lições, vigiar a existência e ser humilde diante do que se apresenta. Sem esquecer de afastar-se do que desanima, da balbúrdia e interfere na convivência pacífica.

Entre nesta rota de Shândi e aprenda com ele a vivenciar grandes aventuras. Você vai gostar. Vem!

 

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1ª Vida — Shândi na Selva

Eugênio descobriu que Shândi nasceu em um lugarejo indígena, da tribo Tupi dos Oiampis, localizado próximo ao Oiapoque, na selva amazônica. Os macacos faziam festa quando Shândi nasceu. A gata Lalesca, mãe de Shândi, deu uma miada bastante forte e chamou a atenção dos bichos da selva.

Ela tinha feito o ninho dentro do tronco de uma árvore, que só tinha a casca ao redor. O centro havia apodrecido. O tronco erguia-se a uma altura de aproximadamente três metros do chão. Talvez tenha sido quebrada pelo vento. A casca da árvore, grossa e dura, resistiu ao tempo e permaneceu em pé. O interior do tronco, entretanto, estava completamente oco.

Shândi não podia sair de dentro daquele tronco. Ali estava seguro, pegava sol e crescia. Lalesca e os outros seis filhotes faziam companhia a Shândi. Todo o dia, ele via Lalesca embalar e subir por dentro da casca da árvore, agarrando-se com as unhas. Depois ela voltava e todos mamavam. Nenhum outro bicho entrava ali e os gatinhos se sentiam seguros, embora ouvissem coisas estranhas que vinham do lado de fora, como berros, urros e chiados.

Esta ficção traz aprendizado à alma. Desalma a culpa. A consciência acusa quem intentou matar Tereza. O acusado se recusa a aceitar.

No astral, o tribunal aponta o desejo. No ensejo, mostra até fatos ignorados. Os atos daqui são anunciados em paralelo aos do palco espiritual do júri.

Revelam-se ódios, acusações e a sociedade a cobrar ações do perdedor da cabocla. Na pressão, trama a execução. Mas agiu ou desistiu da ação?

É preciso atenção nas primeiras páginas, depois a leitura torna-se doçura, prazer e deleite. Aproveite.

Suspense

A cabocla Tereza tem pai rude e durão. Em certa confusão, sai de casa. Vaza pelo moro e é acolhida. Sente-se envolvida em namoro. Só depois conhece seu grande amor. Decide vivê-lo, mas...

A paixão é Joaquim, que foge ao Turvo a fim de viver com a amada, mas...

Maria Tereza é a filha, criada isolada da sociedade. A caboclinha cresce e também tem sonhos de amar. A idade lhe abre caminhos para ter Augusto, mas...

Avance neste romance que trata ações do mundo físico e retrata consequências de consciência no plano espiritual.

 

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Introdução

Quem matou a cabocla Tereza? Alguém deve saber! Sobreviveu a filha, Maria Tereza, de igual beleza. A encantadora caboclinha adotou as feições da genitora. Só que vive refugiada com o pai, vai tempo. Desde o nascimento e sem lamentos. Está ambientada pelas grotas do rio Turvo. Sem considerar estar em derrotas.

Nem são meras anedotas. Aqueles recantos da localidade de Segredo são terras de encantos nativos do escritor. Carrega-as nas costas. Auferir o desenrolar e descoberta do caso tem certa causa por tal situação. Então, cabe descobrir quem se acusa em frente à tribuna, apresentada desde o início deste ofício escrito. Sim, pois escusas e acusadores há de roldão.

O julgamento recai sobre quem se culpa e se desculpa em boa argumentação. Ocorre lá no plano espiritual e transcorre durante toda a peça. Só no final da audiência daquele tribunal é que se abre e se encontra solvência à questão. Nota-se que a consciência pesa e lesa a pessoa que ressoa vinganças na vida carnal.

Por outro lado, buscar culpados e acusar por deduzir motivos são atrativos de muita gente destas andanças. Só sei que não fui eu! Teria sido Proteu? Se não há outro a delatar, as lambanças sobram até ao deus da mitologia grega.

Assim se agrega a vida corriqueira da humanidade. Anda na infelicidade em busca de saber questiúnculas. Pressiona por desforra, ergue bandeira de revide, ainda que diga querer felicidade. Esta é rota torta comum. Sem ter jejum, aqui roda também.

Deus traçou único caminho: amar sem grudar. Amor integral só a Ele, total sobre todas as coisas. Este é o ninho de ser feliz. Na gangorra de aprender, ocorrem enganos, dor. Os danos se corrigem na prática do verdadeiro amor.

É ilusão? Talvez! O romance é pura ficção? Quem sabe seja desta vez! Em tom de doçura, pergunte a Joaquim, eterno pai da caboclinha. Vai que ele conte a linha de sua desventura a você também. Guarda forte amargura em segredo! O enredo é por sua conta.

Bem, desconte respingos, arreie o pingo e tasque o trote. Embale no galope.

Escrevia poemas, soltos, de temas diversos. No inverno de certa noite surgiu a ideia de Cantiga aos Cisnes. Transcrevi rapidamente a inspiração. Depois burilei, aprimorei, sempre com a certeza que este seria o título do livro e o primeiro poema da série. Espero que o leitor sinta a leveza que estas aves transmitem ao ler. Não obstante, aprecie a firmeza das palavras e a profundidade no trato dos sentimentos.

É preciso sentar e admirar o lago. Os cisnes bailam na poesia de corações que sabem se encantar. Talvez por namoro, mas também pela amizade e a beleza dos momentos da vida. Independente do querer individual, o tempo flui. Cabe sentir.

 

No átimo tempo em que a primeira gotícula de água cai,

notai o blindar na tela do lago branco de cisnes e cantai.

É o raiar da cantiga de poemas a alentar seu leve saltitar,

e multiplicar cenários ao espaço multicor do verbo amar.

(...)

Tudo encanta, verso e canto em namoro de seu criador.

Tudo apaga, sobrevive apenas o panorama encantador.

Soa um sino de cisne branco a divagar romances d’alma.

Soa o hino de negro cisne a dispersar a cena e desalma.

 

 

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Carinho

Nota oitava acima de teu querer à tecla base,

procuras e necessitas o carinho que lhe case.

Não esperas outro toque e nem ritmo melhor.

Tua alma suplica e teu corpo solicita Si maior.

 

Nesta música de delícias não se toca bemol.

Só vibram sustenidos e encantos em Clave Sol.

Violão e orquestra, violinos mágicos, serestas.

Lua e estrelas aclaram almas, sinfonia, festas.

 

Dó é teu desejo, em lampejos, olhar carente.

Ré vem cantar dobrados a fogo e pé ardente.

Mi melodia acordes de carícias e amor louco.

Fá entoa, então, a escala celebrada há pouco.

 

Sol insiste afagos de vidas tão indispensáveis.

Lá não tem como ter as pautas aqui amáveis.

Si é oitava acima e recomeça mais um querer:

carinhos, mais carinhos, amor ser até morrer.

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